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CÂMBIO: Dólar abre em queda com dado de emprego nos EUA abaixo do esperado

São Paulo, 2 de junho de 2017 – O dólar comercial aguardava a divulgação dos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos para assumir um viés na sessão e, com a criação de empregos abaixo da expectativa do mercado, consolidou queda ante o real. O dado, divulgado há pouco, afasta a percepção de aumento nos juros do país no mês que vem. Às 09h50, a moeda norte-americana recuava 0,49%, cotada a R$ R$ 3,2320 após transitar entre a máxima de R$ 3,2530 (-0,15%) e a mínima de R$ 3,2230 (-0,76). No mercado futuro, os contratos com vencimento para julho seguiam a mesma direção e tinham queda de 0,67%, a R$ 3,274. A economia dos Estados Unidos criou 138 mil postos de trabalho em maio, número inferior aos 185 mil previstos por analistas. “A notícia é boa, significa que os juros não vão subir na próxima reunião do Federal Reserve [Fed, o banco central norte-americano]. O mercado hoje está para baixo”, avalia o operador de câmbio da Fair Corretora, José Roberto Carreira. Ainda no pregão, os investidores devem digerir também a decisão dos Estados Unidos de abandonar o chamado Acordo de Paris, que tem como objetivo combater o aquecimento global. “O temor é que a decisão possa desencadear, por exemplo, mais atividade de exploração de petróleo no país e, por consequência, impactar em nova queda no preço da commodities que pode afetar economias emergentes”, diz o operador da Advanced Câmbio, Alessandro Faganello. No Brasil, as atenções continuam voltadas para Brasília, onde as incertezas políticas ainda deixam dúvidas sobre as reformas. Com a votação do texto da Previdência adiada no fim de maio, devido à crise, o governo retoma as articulações para tentar votar o projeto na Câmara antes do início do recesso de julho. O julgamento da chapa Dilma-Temer começa na terça-feira (6), dia em que o PSDB, maior partido da base aliada, também decidirá se continua ou não ao lado do governo. Esta agenda tende a movimentar o mercado de câmbio até a próxima semana.

Fonte:
Nayara Figueiredo / Agência CMA
Edição: Leandro Tavares
Grupo CMA

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