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JUROS: Taxas seguem queda do dólar e recuam, atentas à política local

São Paulo, 2 de junho de 2017 – As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) abriram o pregão acompanhando o sinal negativo do dólar, após os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos (payroll). Porém, a oscilação na curva a termo é estreita, com os investidores atentos às novidades no front político, o que traz cautela aos negócios. Às 9h50, o DI para janeiro de 2018 tinha taxa de 9,38%, de 9,39% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2019 estava em 9,45%, de 9,51%; e o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 10,42%, de 10,47%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar comercial caía 0,46%, a R$ 3,2330. Um operador de renda fixa afirma que o mercado aguardava a divulgação do payroll para definir uma tendência no dia e a criação de 138 mil vagas em maio, menos que a previsão de 185 mil, enfraqueceu o dólar ante as demais moedas. “Daí a curva pode tomar um rumo mais claro”, diz. Ainda assim, ele observa que o novo pedido de prisão preventiva do ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures, feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), “deixa os investidores mais cautelosos”. Para ele, o mercado deve optar por assumir alguma posição defensiva, antes do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na semana que vem. Para o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, “a cautela política continua a pautar o mercado”, após o pedido de prisão de Loures, momentos antes do julgamento do TSE. “Neste cenário, o governo tenta de todas as maneiras vender uma agenda positiva, de modo a impulsionar as votações no Congresso”, emenda.

Fonte:
Olívia Bulla / Agência CMA
Edição: Leandro Tavares
Grupo CMA

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